Quem Somos

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Nosso interesse pelo jornalismo veio quando a faculdade acabou e nós continuávamos lisos e morando com nossas respectivas mães. Aos vinte e poucos anos, o mundo está às nossas mãos e a eternidade não combina com a velhice. Nós podemos ser imortais agora e só agora. Mas isso não é arrogância, é a materialização de uma fuga. Talvez o Neurose seja a ressaca de um desejo adolescente de falar as coisas como as coisas são, ou pelo menos como nós as enxergamos. Escrever um lide todo dia pode transbustanciar nossas artérias e ossos em porcas, parafusos e óleo diesel. A gente cresceu no meio dos prédios, experimentado a plena emoção de uma ida à padaria ou de uma partida de Mario Kart no Super Nintendo. E é desse tipo de coisa idiota que se faz a nossa vida e a nossa vontade de comunicar.

É possível que o Neurose não nos dê uma fortuna em dólares pra desperdiçarmos em viagens à Europa e não nos possibilite roques de cocaína e modelos da Victoria’s Secret todas as noites, mas às vezes só a possibilidade de escrever e ser lido já é o suficiente. Ok, isso é mentira. Mas às vezes só a possibilidade de escrever sem amarras é o que conta para uma noite de sono tranquila. Ok, isso é mentira também. A verdade é que nós não temos pretensões gloriosas, nada de diferente da maioria dos recém-formados, só buscamos garantir a dignidade dos nossos herdeiros. O Neurose é, sinceramente, um site de jornalismo cultural, mas nem tão jornalismo e nem tão cultural. Somos só sinceramente mesmo.


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